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segunda-feira, 11 de março de 2013

Casa de Direitos Humanos qualifica e humaniza o atendimento à mulher vítima de violência


Casa de Direitos Humanos qualifica e humaniza o atendimento à mulher vítima de violência

Prédio no centro da capital abriga o Centro Integrado de Atendimento à Mulher, onde também funcionam outros órgãos que acolhem idosos, crianças e adolescentes

GALERIA DE IMAGENS

Lúcia Sebe/Imprensa MG

No novo endereço, no centro da capital, o atendimento tem abrangido um número maior de mulheres


Por facilitar o acesso das vítimas de violência doméstica a serviços e programas de caráter protetivo e assistencial doGoverno de Minas, a Casa de Direitos Humanos, inaugurada pelo governador Antonio Anastasia em fevereiro, vem se revelando uma conquista significativa para as mulheres mineiras já em seu primeiro mês de funcionamento. No espaço estão reunidos a Delegacia de Mulheres, o Centro Risoleta Neves de Atendimento à Mulher (Cerna) e o Conselho Estadual da Mulher (CEM) que, juntos, formam o Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIM).

“A mulher tem na Casa de Direitos Humanos uma referência. O atendimento é humanizado e de excelência, com apoio psicossocial para que as vítimas se fortaleçam e dêem conta de romper com o ciclo de violência”, esclarece a coordenadora da Casa de Direitos Humanos, Janice de Souza.

O trabalho colaborativo entre os serviços e órgãos do Estado, desenvolvido e intermediado pelo Cerna, é o responsável por qualificar e agilizar os atendimentos. O Cerna tem a missão de acolher e de prestar o primeiro atendimento jurídico e psicossocial à vítima. Em uma sala reservada, uma psicóloga ou assistente social conversa, separadamente, com cada mulher.

“Recebemos mulheres que não conhecem seus direitos, não sabem onde procurar, não tem direcionamento do que fazer ou de como lidar com a questão. Estão tão abaladas que, às vezes, não conseguem sequer concatenar as ideias. Por isso, o atendimento psicossocial é fundamental para orientá-las”, esclarece o coordenador do Cerna, Diego Garzon.

Depois deste acolhimento e de ouvir a mulher – processo chamado de triagem, a vítima é direcionada pelo Cerna, de forma assertiva, a um dos serviços especializados e complementares oferecidos na Casa de Direitos Humanos – a vítima também pode ser encaminhada a um hospital para atendimento médico se houver necessidade.

Na Delegacia da Mulher a mulher pode registrar a queixa contra o agressor e, caso necessário, passa pelo exame de corpo de delito. Uma vez acionada, a Polícia Militar pode prender o suspeito e mantê-lo retido, temporariamente, em uma das duas celas do local.

No Escritório de Direitos Humanos, a vítima recebe todo o suporte jurídico necessário, sobre como agir para resguardar seus direitos. Já a Defensoria Pública mantém no local o núcleo de atendimento jurídico gratuito às mulheres carentes.

A Casa de Direitos Humanos também abriga o Conselho Estadual da Mulher (CEM), órgão deliberativo que se ocupa das políticas públicas voltadas para o gênero, e o Núcleo de Atendimento a Vítimas de Crimes Violentos (NAVCV), que acolhe pessoas e famílias vítimas de crimes violentos, como estupro.

“Aqui, a mulher vítima de violência domiciliar e familiar encontra todo o aparato para ser acolhida, ouvida e orientada. A vítima tem acesso a todos os serviços, inclusive ao exame de corpo de delito”, frisa Janice de Souza.

As crianças que acompanham as mulheres também são acolhidas pela Casa de Direitos Humanos. Enquanto as mães ou responsáveis são atendidos, os pequenos são encaminhados para a brinquedoteca do local, doada pelo Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas). O colorido espaço brinquedos pedagógicos e obras infantis como livros, CDs e DVDs educativos para as faixas etárias de zero a 14 anos.

Nova sede integra serviços e facilita acesso

De janeiro a dezembro de 2012, quando ainda funcionava de forma isolada na região da Savassi, o Cerna registrou 1.049 atendimentos. Logo na primeira semana no atual endereço, no centro da capital, o número de pessoas recebidas pelo órgão superou a quantidade de mulheres atendidas em três meses no antigo logradouro.

“A localização central, sem dúvida, facilita o acesso das vítimas”, enfatiza Diego. Além de atender às mulheres, a Casa de Direitos Humanos recebe, encaminha e acompanha as denúncias de cidadãos – crianças, adolescentes, idosos ou qualquer vítima e testemunha de crimes violentos, cujos direitos forem ameaçados ou violados.

Sob a coordenação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, a Casa de Direitos Humanos funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, com o atendimento ao público até às 17h. A unidade está instalada no edifício Lutetia, construído em 1939, restaurado pelo Estado e que já foi sede do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg).



Com cerca de 3.900 m², sete andares e 66 salas, a Casa de Direitos Humanos também abriga os conselhos estaduais da Assistência Social (Ceas), da Criança e do Adolescente (Cedca), de Defesa de Direitos Difusos (Cedif), do Idoso (CEI), de Promoção da Igualdade Racial (Conepir), da Pessoa com Deficiência (Conped), de Defesa dos Direitos Humanos (Conedh) e a Ouvidoria Geral do Estado.

O Disque Direitos Humanos, o Colegiado de Gestores Municipais de Assistência Social (Cogemas), o Tribunal de Justiça (TJMG) e o Ministério Público em breve também estarão alojados no espaço.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Disque Direitos Humanos registra média de 270 ligações/mês em Minas

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Divulgação
Serviço é gratuito e recebe denúncias de violações dos direitos humanos
Serviço é gratuito e recebe denúncias de violações dos direitos humanos
BELO HORIZONTE (21/09/11) - O Disque Direitos Humanos (0800 031 1119) recebeu 2.168 denúncias nos primeiros oito meses de 2011, média de 270 ligações por mês. O serviço, coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), é gratuito, sigiloso e recebe denúncias de violações dos direitos humanos de todas as regiões do Estado.
As violações dos direitos de crianças e adolescentes continuam as mais denunciadas, com 1.418 ligações. Em seguida, estão os crimes contra o idoso, com 611 denúncias. Delitos cometidos contra pessoas com deficiência aparecem em terceiro lugar, com 110 ligações.
O serviço existe desde 2000, faz atendimento telefônico e monitoramento de denúncias de violação de direitos humanos. Os relatos recebidos são encaminhados para os conselhos e delegacias especializadas. Em alguns casos, dependendo da gravidade e urgência, até mesmo a Polícia Militar pode ser acionada.
Além de receber denúncias, o serviço orienta o cidadão que busca informações sobre seus direitos. O Disque Direitos Humanos funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.
Crianças e adolescentes
* Mais denunciados
- Violência física intrafamiliar: 525
- Negligência e abandono: 517
- Violência sexual extrafamiliar: 66
Idoso
* Mais denunciados
Maus-tratos familiares: 344
Abandono:151
Lesão Financeira: 52
Pessoas com deficiência
* Mais denunciados
- Agressão e maus-tratos: 55
- Abandono: 38
- Abuso sexual: 4

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Desaparecidos do Araguaia é tema de debate na ALMG

Decisão da Corte Americana de Direitos Humanos sobre desaparecidos do Araguaia é tema de debate hoje (4)
 A Comissão de Direitos Humanos dá sequência, em audiência pública que acontece na manhã de hoje (4), ao debate iniciado em 6 de abril sobre a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre os desaparecidos políticos da Guerrilha do Araguaia.
Entre outros aspectos, a Corte Interamericana determinou que o Estado brasileiro esclareça os fatos relacionados à Guerrilha do Araguaia, julgue e puna os responsáveis pelos assassinatos de guerrilheiros comunistas. Leia mais
Fonte : ALMG

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Disque Direitos Humanos em Minas

BELO HORIZONTE (28/04/11) - Balanço do primeiro trimestre do Disque Direitos Humanos mostra que o crime de maus-tratos familiares é o mais denunciado entre os tipos de violência cometida contra os idosos. Das 259 denúncias recebidas pelo serviço nos primeiros três meses deste ano, 155 foram para relatar violência dentro da própria família. Abandono, com 51 ligações, foi o segundo crime mais denunciado pela população. Lesão financeira aparece na terceira posição, com 21.
O presidente do Conselho Estadual do Idoso, Felipe Willer, ressalta que vários fatores podem estar relacionados a esse tipo de crime. “A violência contra a pessoa idosa no meio familiar é uma realidade e pode ser atribuída a vários motivos: financeiro, às novas formações familiares, falta de valorização da pessoa idosa, uso de drogas, entre outros. Mas todos remetem a uma situação: a falta de afetividade no seio familiar”, constata. Ele destaca a importância das campanhas para mudar essa realidade.
O coordenador do Disque Direitos Humanos, Jorge Noronha, lembra que a população idosa é bastante vulnerável e que muitas vezes essa fragilidade não é percebida. “Diferente do que ocorre nos casos de crianças e adolescentes, espera-se do idoso, por ser adulto, uma atitude contra o agressor. Mas isso não acontece porque ele tende a proteger esse agressor, que muitas vezes é o único laço familiar ou cuidador que ele (idoso) tem”, explica.
Por se tratar de um serviço que não exige a identificação do denunciante, Jorge Noronha diz que não é possível traçar um perfil das pessoas que denunciam crimes contra os idosos. Porém, pela experiência adquirida ao logo dos anos, Noronha destaca a importância dos vizinhos. “Uma certeza é que não é a vítima (idoso) que denuncia. Quem faz a denúncia é alguém que tem acesso. A gente percebe que vizinhos denunciam muito porque estão próximos, acabam escutando gritos e até presenciando a agressão” conta.
2010 e 2009
Os crimes contra os idosos aparecem em segundo lugar no ranking geral de denúncias recebidas pelo Disque Direitos Humanos. Em 2010, foram 1.083 (620 de maus-tratos familiares). Só os crimes contra crianças e adolescentes foram mais denunciados pela população, com 3.348.
Comparando os anos de 2009 e 2010, o crescimento do número de denúncias contra idosos foi de 154%. Nos 12 meses de 2009, foram 425 ligações.
Disque
O Disque Direitos Humanos é acionado pelo número 0800 031 1119. O serviço, coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), é gratuito e sigiloso, recebe denúncias de todo o Estado e também presta orientações sobre assuntos relacionados às violações dos direitos humanos.
As denúncias recebidas são encaminhadas para o Ministério Público, Conselho Estadual do Idoso, conselhos municipais do idoso e delegacias especializadas.
Conselho Estadual do Idoso
O Conselho Estadual do Idoso (CEI), vinculado à Sedese, foi criado em 1999 e tem como principais objetivos planejar, desenvolver e acompanhar políticas públicas para a garantia dos direitos dos idosos em Minas Gerais. A unidade funciona na rua da Bahia, nº 1.148, sala 308, no Centro de Belo Horizonte. Os telefones para contato são (31) 3222-9737 ou (31) 3227-6646.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Direitos Humanos debate processo judicial que completa 70 anos

Direitos Humanos debate processo judicial que completa 70 anos
 O drama dos herdeiros das famílias Abreu e Hilário, que eram donas de terrenos desapropriados para a construção da Cidade Industrial, retorna à pauta da Assembleia, no ano em que um dos mais longos processos judiciais da história do País completa sete décadas. O assunto foi debatido pela Comissão de Direitos Humanos, em audiência pública na manhã de hoje (4), no Auditório da ALMG. O requerimento para a realização da reunião é do deputado Durval Ângelo (PT).

quinta-feira, 3 de março de 2011

ALMG cria Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência



Por meio de outra emenda ao projeto, a de nº 4, foram alterados nome e atribuições da recém-criada Comissão de Esportes e Lazer. De autoria do deputado Ulysses Gomes (PT), a emenda aprovada altera o nome da Comissão para Esportes, Lazer e Juventude. Com a emenda, são alterados os incisos XIX dos artigos 101 e 102 da Resolução 5.176, de 1997. Para ampliar as atribuições da nova comissão, é também acrescentada a alínea "e" a esse inciso do artigo 102, que traz outra atribuição à comissão: "a integração e a participação do jovem no processo social, econômico, político e cultural do Estado".

As outras emendas aprovadas são as de nºs 2 e 3. A primeira prevê que o deputado licenciado em algumas situações previstas no artigo 54 do Regimento Interno poderá exercer direitos assegurados em alguns incisos do artigo 46. As situações de licença estão previstas no artigo 54 nos seguintes incisos: I - chefiar missão temporária de caráter diplomático; III - tratar da saúde, quando, por motivo de doença comprovada, se encontrar impossibilitado de cumprir os deveres decorrentes do exercício do mandato; IV - tratar, sem remuneração, de interesse particular, desde que o afastamento não ultrapasse 120 dias por sessão legislativa ordinária.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

ALMG terá evento sobre questão da mulher, com presença de ministra.

Com a participação da ministra Maria do Rosário, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais realiza, no próximo dia 15 de março, um ciclo de debates sobre a questão da mulher. Iniciativa da bancada feminina, o evento marca a homenagem do Parlamento mineiro ao Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de março, que, este ano, cai na terça-feira de carnaval. Na ocasião, a Assembleia vai lançar a sua agenda anual de discussão sobre a temática feminista.


Além da ministra de Direitos Humanos, que já confirmou presença, também serão convidadas a compor a mesa de debates uma secretária de Estado, uma prefeita de um município mineiro e uma representante do Conselho Estadual da Mulher. O objetivo é reunir as três esferas de poder e mais a sociedade civil em torno dos temas "violência contra a mulher" e "participação feminina nos espaços de poder". As parlamentares pretendem, também, estender a discussão a todo o Estado. Para isso, vão incluir na agenda uma série de visitas a municípios do interior.

Na tarde desta terça-feira (22/2/11), representantes da bancada feminina reuniram-se com o diretor de Processo Legislativo, Sabino José Fortes Fleury, e com servidores da Gerência-Geral de Projetos Institucionais (GPI) e da Gerência-Geral de Relações Públicas e Cerimonial (GRP), entre outros, a fim de discutir os detalhes do evento a ser realizado dia 15 de março. Estavam presentes as deputadas Ana Maria Resende (PSDB), Liza Prado (PSB), Maria Tereza Lara (PT) e Rosângela Reis (PV). Junto com a deputada Luzia Ferreira (PPS), elas compõem a bancada feminina da Assembleia. São cinco deputadas num universo de 77 parlamentares.
Fonte :ALMG