quarta-feira, 6 de julho de 2011

Modelo de Minas Gerais na área ambiental pode ser referência para a Copa 2014

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BELO HORIZONTE (05/07/11) - O modelo de Minas Gerais para controle de emissão de gás de efeito estufa impactou positivamente os representantes das cidades-sede da Copa de 2014 e também do Governo Federal. “A proposta mineira é realmente pioneira e por isso vamos aproveitá-la para análise e estudos que possam consolidar uma modelagem comum a ser utilizada pelo país para a Copa de 2014”, disse o representante da Câmara Temática Nacional do Meio Ambiente e Sustentabilidade do Ministério de Esportes, Fabrício Barreto.
A intenção dos ministérios do Esporte e do Meio Ambiente é usar como referência o modelo de Minas, que foi desenvolvido em parceria da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) com a Prefeitura de Belo Horizonte. “Como Minas Gerais tem a expertise e um estudo já avançado sobre impacto ambiental na Copa de 2014, vamos aproveitar essa pesquisa para que seja o ponto de partida nesse projeto de elaboração de uma proposta comum de redução de emissão de gases no país”, acrescentou a gerente de mudança climática do Ministério do Meio Ambiente, Karem Cope.
Em reunião realizada nesta terça-feira (5), no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), em Belo Horizonte, foi apresentado o 1° Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) de Minas Gerais para representantes da Bahia, Ceará, Distrito Federal, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.
O secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo, Sergio Barroso, acredita que a Copa de 2014 terá Minas Gerais como referência em gestão ambiental para todo o país. “Essa não será apenas uma Copa verde, mas a Copa da sustentabilidade. Todos nós temos que contribuir, colaborar e participar ativamente desse processo, fazendo com que todas as obras tenham essa responsabilidade social, que é o que Minas Gerais está demonstrando. Por meio da sustentabilidade vamos reconduzir nossa geração presente e futura a um mundo melhor. O Brasil, sendo um país jovem, pode demonstrar e provar a todos que nós podemos ser melhores na redução do consumo de energia e na utilização adequada de resíduos”, destacou.
O presidente da Feam, José Cláudio Junqueira, ressaltou a importância de prover as bases metodológicas para iniciativas governamentais visando uma Copa do Mundo de baixo carbono. “Um evento da dimensão da Copa vai aumentar o consumo de energia e de materiais a um nível altíssimo. Nossa preocupação é com o impacto que essas atividades vão ter sobre o meio ambiente, principalmente com o aumento da emissão de gases de efeito estufa. Nosso estudo irá contribuir para que o país abrigue uma Copa mais sustentável”, defendeu.
O inventário de emissão de gases de efeito estufa implica dimensionar o volume de gás de efeito estufa resultante dos preparativos e da realização da Copa das Confederações e da Copa de 2014. Além disso, o inventário também contempla um plano para redução de emissões desses gases e outro plano com medidas compensatórias, como plantio de árvores e geração de energia renovável.