Formar cidadãos através da cultura, capacitando professores e gestores da Rede Municipal de Educação como agentes multiplicadores. Essa é a proposta do projeto Acervos Museológicos - Democratização do Acesso e Formação de Agentes Culturais, lançado nesta terça-feira, dia 8, pelo prefeito Marcio Lacerda no auditório JK da Prefeitura de Belo Horizonte, no Centro. O projeto é uma parceria da PBH, por meio da Secretaria Municipal de Educação, com o Ministério da Cultura, o Instituto Minas Pela Paz (IMPP) e a PUC Minas, com o apoio da Fiat, da Oi e do Conselho Estratégico da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), formado por diversas empresas. A iniciativa foi aprovada pela Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, tem investimento de R$ 5 milhões e vigência até dezembro de 2012. Marcio Lacerda disse acreditar na contribuição da cultura para a formação dos cidadãos e elogiou os colaboradores e apoiadores do projeto Acervos Museológicos. “É uma iniciativa importante, que significará avanços para a nossa cidade”, afirmou. De acordo com a secretária municipal de Educação, Macaé Evaristo, cultura e educação estão de tal forma associadas que o curso de especialização em Gestão de Projetos Culturais, oferecido pela PUC Minas desde junho, vai proporcionar aos profissionais da Educação a ampliação do foco sobre o acervo cultural da cidade e a construção de novas oportunidades para os alunos de Belo Horizonte, que é uma cidade educadora. A solenidade de lançamento contou também com a participação da presidente da Fundação Municipal de Cultural, Thaïs Pimentel, do assessor de Relações Institucionais e Internacionais da PUC Minas, Djalma Francisco Carvalho, e do presidente da Fiemg, Olavo Machado Júnior, entre outras autoridades. Segundo Djalma Francisco Carvalho, a democratização do acesso à cultura e a formação de agentes culturais é de extrema importância para o desenvolvimento da nação e do ser humano como cidadão. “O projeto tem um significado sem tamanho para esse momento de crescimento em que vivemos. Parabenizo a Prefeitura por tornar esse projeto uma realidade. A PUC Minas se sente muito honrada e orgulhosa pela iniciativa”, afirmou. Durante o evento, foi realizada uma aula magna do curso de pós-graduação em Gestão de Projetos Culturais, oferecido pela PUC Minas para diretores, vice-diretores, coordenadores e professores das escolas da Rede Municipal de Educação. Completou a programação de lançamento uma apresentação dos jovens das oficinas de canto, coral, dança e percussão do programa Árvores da Vida, do bairro Jardim Teresópolis. Projeto O projeto Acervos Museológicos - Democratização do Acesso e Formação de Agentes Culturais é embasado em quatro pilares e tem como objetivo democratizar a cultura na rede municipal de educação. O projeto nasceu com uma pesquisa de campo, realizada pela Vox Populi entre março e maio de 2010, que determinou o perfil e avaliou a disponibilidade de professores, alunos e seus familiares em consumir produtos e equipamentos culturais em Belo Horizonte e no entorno da capital. O segundo pilar é a realização do curso de pós-graduação em Gestão de Projetos Culturais, oferecido pela PUC Minas, voltado a diretores, vice-diretores, coordenadores e professores das escolas da Rede Municipal de Educação. A meta é que esta etapa do projeto beneficie cerca de 240 educadores das nove regiões da capital. A terceira etapa é o Programa de Imersão Cultural, com visitas guiadas a museus como forma de enriquecimento e consolidação da formação. A opção pelos museus como equipamento cultural se deu pela possibilidade de interação entre professores e alunos antes, durante e depois da visita. Esta etapa dá sustentação ao quarto e último pilar do projeto, a Olimpíada Cultural, que visa o acompanhamento e a avaliação dos resultados do processo de imersão cultural por meio do estímulo de uma competição. A previsão dos idealizadores do Arcevos Museológicos é que a partir de 2013 o projeto seja ampliado para a Região Metropolitana de Belo Horizonte e também para o interior do Estado. |
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011
PBH lança projeto que democratiza a cultura na Rede Municipal de Educação
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Redes internacionais discutem em BH a contribuição da cultura para a sustentabilidade
O papel das políticas culturais para o desenvolvimento sustentável é um dos temas comuns que estão sendo discutidos no evento que reúne, pela primeira vez em Belo Horizonte, a assembleia geral da Rede Interlocal, a reunião da Unidade Temática de Cultura da Rede Mercocidades e a reunião da Agenda 21 da Cultura. O encontro das redes internacionais de governos locais começou nesta quarta-feira, dia 26, e segue até amanhã, no auditório Juscelino Kubitschek da Prefeitura de Belo Horizonte (avenida Afonso Pena, 1.212, centro, 1º andar). Representantes de 50 cidades de dez países da América Latina, além de membros de Portugal e da Espanha estão na capital mineira. Durante a abertura do evento, o secretário executivo do Ministério da Cultura, Vitor Ortiz, ressaltou a importância de colocar na pauta de debates a interseção entre cultura e sustentabilidade na mesa de encerramento da Agenda 21 da Cultura (documento com compromissos das cidades e dos governos locais para o desenvolvimento cultural) e Rio + 20 (conferência das Nações Unidas voltada ao desenvolvimento sustentável), nesta quinta-feira, às 17h30. “Não há nenhuma dúvida em relação ao fato que a cultura é hoje um dos pilares fundamentais da sustentabilidade. Não são apenas as soluções de ordem econômica, ambiental e social que vão garantir um desenvolvimento satisfatório, com elevação do bem estar social das populações”, observou. O prefeito Marcio Lacerda compartilhou da opinião de Ortiz, dando destaque também à fala da representante das redes Mercocidades e Interlocal, Maria Victoria Alcaraz, que destacou a contribuição da cultura para diversas melhorias. “Nós não teremos melhorias nos indicadores sociais e na nossa economia sem o avanço da cultura em todos os seus instrumentos e manifestações. A cultura é um instrumento de auto estima e de dignidade”, pontuou Marcio. A discussão vem em momento oportuno, uma vez que Belo Horizonte, além de sediar o encontro das redes sobre cultura, receberá em 2012 a primeira reunião na América Latina do Congresso Mundial do Iclei - Governos Locais pela Sus-tentabilidade, que antecede a conferência das Nações Unidas Rio + 20, que acontece em junho do ano que vem, também sobre desenvolvimento sustentável. “Será um evento muito importante, com foco na visão dos governos locais na questão da sustentabilidade e também como uma forma de preparação para a Rio + 20”, destacou o prefeito. Troca de experiências Como destacou a presidente da Fundação Municipal de Cultura, Thaïs Pimentel, o encontro das redes representa uma oportunidade de intercâmbio. “O evento é significativo por colocar em discussão proposições relativas e específicas de cada rede e, ao mesmo tempo, criar condições para trocas de experiências, identificar e afirmar o papel de cada uma delas e suas possíveis interseções no campo conceitual e as ações efetivas locais”, destacou. Além das reuniões particulares das redes Mercocidade e Interlocal, Thaïs Pimentel salientou que o encontro dará início à revisão da Agenda 21 para a Cultura. “O documento da Agenda 21 afirma, entre muitos outros compromissos, o comprometimento das cidades e de seus governos com direitos humanos, diversidade cultural, sustentabilidade, democracia participativa e criação de condições para a paz”, assinalou. Ela acrescenta que o encontro das redes tem como tema central “Cultura local e desenvolvimento: transformação social e participação cidadão”, que se desdobra em cinco temas específicos, convergentes com a Agenda 21. Participação popular Os seminários das redes são abertos à participação dos interessados pela temática. As inscrições devem ser feitas no local do evento, com limite à lotação das salas. Quem não conseguir comparecer poderá acompanhar as atividades ao vivo, pela Web TV da Prefeitura, Conecta BH (conectabh.pbh.gov.br). Outras informações sobre o encontro estão disponíveis no site culturabhredes2011.com.br. Confira a programação nesta página. Programação Hoje 15h às 16h15 - Seminário “Diversidade, identidade e patrimônio cultural”, seguido de relatos de experiências 17h30 às 18h45 - Seminário “Participação, criatividade cidadã e integração social”. Após o encontro, membros das cidades participantes falam de suas boas práticas Amanhã 15h às 16h15 - Seminário “Governança local, participação cidadã e trabalho em rede”, seguido de relatos de experiências. 17h30 às 19h - Mesa de Encerramento “Agenda 21 da Cultura e Rio + 20” Rede Interlocal A Rede Interlocal de Cidades Iberoamericanas para a Cultura é uma organização internacional sem fins lucrativos que tem como objetivo promover a cooperação para o desenvolvimento no âmbito da política cultural dos governos locais. Unidade Temática da Cultura da Rede Mercocidades Foi criada para desenvolver e potencializar as atividades culturais em seu sentido mais amplo. Tem implementado projetos diversos nas áreas de literatura, música, fotografia, pintura, dança, artes plásticas e cinema. |
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Circuito cultural em BH reúne alunos de instituições infantis
O Circuito Cultural Pirilampo será realizado de 10 a 16 de setembro, com abertura na Escola Municipal Dom Orione, na rua Expedicionário Benvindo Belém Lima, 500, Pampulha. Trata-se de um circuito com apresentações artísticas e atividades culturais em 15 escolas de Educação Infantil da Pampulha, sendo 10 creches conveniadas e cinco Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis).
O evento é promovido pela Secretaria de Educação de Belo Horizonte, pela Associação Municipal de Assistência Social (Amas) e pela Jornada Solidária do jornal Estado de Minas, com apoio do Groupement Des Retraités Educateurs Frontières (GREF). Desde o dia 28 de agosto, quatro voluntárias aposentadas francesas estão em Belo Horizonte, em mais um intercâmbio Brasil e França, por meio do Programa de Formação para Profissionais da Educação Infantil de creches conveniadas com a Prefeitura de Belo Horizonte e Umeis da região da Pampulha.
Esta parceria teve início em setembro de 2007 e tem o objetivo de intervir pedagogicamente nas instituições educacionais infantis na faixa etária de zero a 5 anos e seis meses, com foco em ações culturais e pedagógicas, vivenciadas em diferentes linguagens.
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