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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

ALMG aprova nove projetos inclusive o Bolsa Reciclagem

Nove projetos de lei foram aprovados na Reunião Extraordinária do Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais na noite desta terça-feira (1º/11/11), entre eles o Projeto de Lei (PL) 2.453/11, que autoriza a abertura de crédito suplementar de R$ 304 milhões em favor do Tribunal de Justiça do Estado (TJMG), e o PL 2.122/11, que cria o Bolsa Reciclagem. O primeiro, de autoria do governador do Estado, tramita em turno único e o segundo, do presidente da ALMG, deputado Dinis Pinheiro (PSDB), foi apreciado em 2º turno.
O PL 2.453/11prevê a destinação de recursos para pagamento de despesas e encargos sociais (R$ 224,3 milhões), despesas correntes (R$ 15,7 milhões) e de despesas de investimentos (R$ 43,2 milhões) do TJMG. Parte do crédito, o equivalente a R$ 1 milhão, suprirá também despesas com pessoal e encargos sociais do TJMMG.
Conforme especificado no projeto, a verba provém, entre outras fontes, do saldo financeiro da receita de Recursos Diretamente Arrecadados do Tribunal de Justiça, no valor aproximado de R$ 90 milhões, e do saldo financeiro da receita de Alienação de Bens que integram o patrimônio desse órgão, estimado em R$ 257,7 milhões.
Nas declarações de votos de vários deputados, como Sargento Rodrigues (PDT), André Quintão (PT), Duarte Bechir (PMN), João Leite (PSDB) e Vanderlei Miranda (PMDB), entre outros, foi solicitado ainda que seja colocado em votação também o projeto de reajuste dos servidores do judiciário e dos servidores da Assembleia.
Assembleia cria Bolsa Reciclagem
Em segundo turno, foi aprovado com duas emendas apresentadas em Plenário pelo deputado Duarte Bechir, aprovadas sem parecer, o PL 2.122/11, do deputado Dinis Pinheiro, que dispõe sobre a concessão de incentivo financeiro a catadores de material reutilizável e reciclável. A proposta tem como objetivos reconhecer a importância e a responsabilidade social e ambiental do catador, reduzir em volume e peso a disposição final de material reutilizável e reciclável; aumentar a vida útil dos aterros sanitários; manter os recursos naturais; e melhorar a qualidade do ar e dos recursos hídricos e o bem-estar da população.
Na forma como foi aprovado no 1° turno, o projeto faz algumas alterações no texto original, sendo elas, o incentivo pecuniário concedido a cooperativa ou associação deverá ser repassado trimestralmente, por meio da transferência de recursos integrais ou em parcelas, até três meses após a concessão; dos valores repassados a tais instituições, no mínimo 90% devem ser destinados aos catadores cooperados ou associados, admitida a utilização do restante dos recursos em custeio de despesas administrativas, investimento em infraestrutura, capacitação e formação de estoque de material reciclável; o Estado obriga-se a manter cadastro de cooperativas e associações de catadores de material reciclável para fins de controle da concessão do incentivo; em relação ao benefício, faculta-se ao Poder Executivo efetuar parte do pagamento do incentivo por meio da utilização de créditos inscritos em dívida ativa do Estado, conforme critérios definidos em regulamento; em relação à gestão da Bolsa Reciclagem, é prevista a constituição de um comitê gestor, constituído por representantes de órgãos e entidades da administração direta e indireta do Estado e por, no mínimo, três representantes de cooperativas ou associações de catadores de materiais recicláveis por elas indicados. Entre outras competências, caberá a esse comitê estabelecer as diretrizes e prioridades dos recursos anuais da Bolsa Reciclagem. As emendas fazem pequenas alterações técnicas.
Conferência de peso - Já em 1º turno foi aprovado o PL 1.834/11, do deputado Sargento Rodrigues, que acrescenta artigo à Lei 11.045, de 1993. A lei estabelece normas para facilitar o acesso do consumidor às balanças utilizadas por fornecedores que comercializam mercadorias quantificadas por peso. O projeto prevê que será obrigatória, em bares, restaurantes e demais estabelecimentos que comercializam produtos por quilograma, a apresentação de balança para conferência do peso dos produtos.
Doação de imóveis - O Plenário aprovou ainda seis projetos de doação de imóveis.
Foi aprovado em redação final a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 16/11.


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Bolsa reciclagem é aprovada na ALMG

26 de Outubro de 2011

Bolsa reciclagem é aprovado em 1º turno

O Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou, na noite desta quarta-feira (26/10/11), durante Reunião Extraordinária, o Projeto de Lei (PL) 2.122/11, do presidente da ALMG, deputado Dinis Pinheiro (PSDB), que dispõe sobre a concessão de incentivo financeiro a catadores de material reutilizável e reciclável – Bolsa Reciclagem.
A proposta tem como objetivos, além de reconhecer a importância e a responsabilidade social e ambiental do catador, reduzir em volume e peso a disposição final de material reutilizável e reciclável; aumentar a vida útil dos aterros sanitários; manter os recursos naturais; e melhorar a qualidade do ar e dos recursos hídricos e o bem-estar da população.
Os deputados aprovaram a proposição na forma do Substitutivo nº 1 da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que faz diversas sugestões ao projeto, sendo elas:
* O incentivo pecuniário concedido a cooperativa ou associação deverá ser repassado trimestralmente, por meio da transferência de recursos integrais ou em parcelas, até três meses após a concessão;
* Dos valores repassados a tais instituições, no mínimo 90% devem ser destinados aos catadores cooperados ou associados, admitida a utilização do restante dos recursos em custeio de despesas administrativas, investimento em infraestrutura, capacitação e formação de estoque de material reciclável;
* O Estado obriga-se a manter cadastro de cooperativas e associações de catadores de material reciclável para fins de controle da concessão do incentivo; em relação ao benefício, faculta-se ao Poder Executivo efetuar parte do pagamento do incentivo por meio da utilização de créditos inscritos em dívida ativa do Estado, conforme critérios definidos em regulamento;
* Em relação à gestão da Bolsa Reciclagem, é prevista a constituição de um comitê gestor, constituído por representantes de órgãos e entidades da administração direta e indireta do Estado e por, no mínimo, três representantes de cooperativas ou associações de catadores de materiais recicláveis por elas indicados. Entre outras competências, caberá a esse comitê estabelecer as diretrizes e prioridades dos recursos anuais da Bolsa Reciclagem.
Outras proposições foram analisadas pelos deputados. Consulte o resultado completo da reunião


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Presidente da ALMG propõe Bolsa Reciclagem para catadores

Presidente propõe Bolsa Reciclagem para catadores nesta segunda (11)



O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Dinis Pinheiro (PSDB), recebe para um almoço, nesta segunda-feira (11/7/11), representantes dos catadores de material reciclável de sete cidades do Estado, com o objetivo de apresentar o Projeto de Lei (PL) 2.122/11, de autoria do próprio presidente, que cria a Bolsa Reciclagem. Outros objetivos são apresentar as diretrizes e prioridades do mandato do presidente da Assembleia para 2011 e 2012 e construir uma agenda de cooperação da Assembleia com as organizações dos catadores. O almoço será às 12h30, no 23º andar do Edifício Tiradentes (Rua Rodrigues Caldas, 49).



De acordo com o texto do projeto, a Bolsa Reciclagem consiste no pagamento de um valor mensal pelo poder público ao catador de material reutilizável e reciclável, como forma de incentivo pelo serviço ambiental que ele presta à cidade e à sociedade como um todo. Os catadores contribuem, segundo destaca o presidente, para a redução do volume dos resíduos e o aumento da vida útil dos aterros sanitários.



A bolsa é destinada aos trabalhadores organizados em associações e cooperativas, que vivem com renda familiar abaixo da linha da pobreza (R$ 140 por pessoa ao mês) ou da pobreza extrema (R$ 70 por pessoa ao mês). De acordo com o presidente, o projeto atende a três prioridades de seu mandato, que são a erradicação da pobreza e o combate das desigualdades sociais e regionais no território mineiro; a promoção do desenvolvimento com sustentabilidade social; e a busca da cidadania e a inclusão produtiva das famílias pobres que vivem na Região Metropolitana de Belo Horizonte e em outras áreas urbanas do Estado.



O presidente Dinis Pinheiro ressalta ainda que o PL 2.122/11 vem preencher uma lacuna de programas de governo voltados para os trabalhadores que prestam serviços ambientais nos centros urbanos. O projeto oferece apoio aos municípios para a implantação de políticas e programas dirigidos a esses trabalhadores. Para o meio rural, já existem iniciativas como o Bolsa Verde, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar e o Programa Nacional de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar.



Parceria - Para o pagamento da Bolsa Reciclagem, seria constituída pelo Estado uma rede de gestão compartilhada envolvendo os governos federal, estadual, municipal e as organizações dos catadores. As normas gerenciais e operacionais do programa serão aprovadas por uma comissão gestora, nos moldes do que ocorre com a Bolsa Verde.



O projeto estabelece também que o Governo do Estado firmará convênio com os municípios ou diretamente com as cooperativas e associações de catadores. O valor do pagamento da bolsa será calculado em função da quantidade e qualidade dos materiais reciclados, cabendo à comissão gestora do programa fazer o detalhamento desses itens.



A Bolsa Reciclagem contará, de acordo com o projeto, com recursos consignados na lei orçamentária do Estado; transferidos de instituições de direito público ou em decorrência de convênios celebrados pelo Poder Executivo com agências de bacias hidrográficas ou entidades a elas equiparadas; doados por pessoas físicas e jurídicas, nacionais e estrangeiras; e outros recursos.



Convidados - Confirmaram presença no encontro o deputado André Quintão (PT); o secretário adjunto de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Cláudio Junqueira; representantes de sete associações de catadores, entre os quais o presidente da Associação dos Catadores do Papel Papelão e Material Reaproveitável (Asmare), Luiz Henrique da Silva; além dos representantes do Movimento Nacional da População de Rua, Anita Gomes Santos; da Pastoral Nacional do Povo da Rua, Cristina Bove Rollete; da Coordenação de Inclusão e Mobilização Social do Ministério Público Estadual, Fernando Tadeu; e do Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável, Luciano Marcos Pereira Silva.